Modelagem geométrica
Representação tridimensional coordenada de todas as disciplinas.
Unimos arquitetura, estrutura, elétrica, hidráulica e SPDA em um modelo BIM único, identificando interferências antes do início da obra — e entregando um relatório técnico com todas as correções aplicadas.
BIM vai além da modelagem geométrica: cada dimensão agrega uma camada de informação usada em diferentes etapas do empreendimento.
Representação tridimensional coordenada de todas as disciplinas.
Vínculo do modelo ao cronograma da obra, simulando a sequência executiva.
Extração de quantitativos direto do modelo para orçamento e controle de custos.
Análise de desempenho energético e sustentabilidade do empreendimento.
Uso do modelo como base para operação e manutenção após a entrega da obra.
O LOD define o quanto de informação cada elemento do modelo carrega — e o que é seguro extrair dele em cada etapa do projeto.
| Nível | Nome | Descrição |
|---|---|---|
| LOD 100 | Conceitual | Representação genérica do elemento, sem geometria precisa. Uso em estudos de viabilidade. |
| LOD 200 | Aproximado | Geometria aproximada, com quantidade, tamanho, forma e localização estimados. |
| LOD 300 | Preciso | Geometria precisa quanto a quantidade, tamanho, forma e localização. Base do projeto executivo. |
| LOD 350 | Coordenado | Inclui interfaces com outros sistemas e disciplinas, pronto para compatibilização. |
| LOD 400 | Fabricação | Detalhamento suficiente para fabricação e montagem em obra. |
| LOD 500 | As-built | Representação fiel ao que foi efetivamente construído, para uso na operação do edifício. |
Com compatibilização BIM
Projeto 2D convencional
É o processo de reunir todos os projetos em um único modelo 3D para identificar interferências antes do início da obra, evitando conflitos caros de corrigir no canteiro.
Um conjunto completo de projetos complementares compatibilizados costuma levar de 4 a 10 semanas após o recebimento do projeto de arquitetura e do briefing inicial.
Um desenho 3D representa a geometria: ele mostra como a coisa se parece. Um modelo BIM carrega informação junto da geometria — cada elemento sabe o que é, de que material é feito, a que sistema pertence, que dimensões tem e como se relaciona com os demais. Essa diferença é o que permite extrair quantitativos direto do modelo, detectar conflitos automaticamente entre disciplinas e propagar uma alteração para todas as vistas de uma vez. Num 3D comum, mudar uma parede é mudar um desenho; num modelo BIM, é mudar um dado que todas as pranchas, tabelas e cortes passam a refletir.
LOD (Level of Development) descreve o quanto se pode confiar na informação de cada elemento do modelo, e não apenas o quanto ele está detalhado graficamente. Nos níveis iniciais o elemento é uma representação genérica, útil para estudo de massa e verificação de partido. Nos intermediários ele já tem geometria, posição e quantidades confiáveis, suficientes para compatibilização e para orçamento. Nos níveis mais altos ele traz informação de fabricação e montagem. O nível adequado depende do uso pretendido: modelar tudo no máximo detalhe encarece e atrasa sem entregar valor, e modelar de menos gera decisão apoiada em informação que ainda não existe.
Não de forma geral, mas já é exigência em parte das obras públicas. A Estratégia Nacional de Disseminação do BIM e o Decreto nº 10.306/2020 estabeleceram a adoção progressiva do BIM em obras e serviços de engenharia contratados pela administração pública federal direta, autárquica e fundacional, com etapas escalonadas. Estados e municípios vêm criando exigências próprias. Na iniciativa privada não há obrigatoriedade: a adoção acontece por resultado — menos conflito em obra, quantitativo mais confiável e menos aditivo. Vale confirmar as regras vigentes para o tipo e o local da sua contratação, porque esse cenário evolui.